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Mostrando postagens de novembro, 2008

Chove chuva... Chove sem parar...

Chove chuva, chove sem parar.... Chove lá fora e aqui, faz tanto frioooooo.... Música antiga (se disser que nunca ouviu falar, ficarei extremamente sensibilizada, afinal, me sentirei realmente velha!) Infelizmente, ficamos realmente impotentes diante de tanto dor e sofrimento e, por mais que façamos, será difícil esquecer as cenas mostradas na TV, na internet. Lembro-me de uma cena em especial onde um garotinho apareceu na TV, abraçando seu pai, depois de ficar horas em um abrigo perdido de todos. Eu tenho passado por uma situação difícil, doença grave, me sentindo sozinha, com problemas financeiros e, de repente,tudo isso me pareceu tão pequeno, tão mesquinho, que resolvi arregaçar as mangas e fazer alguma coisa. Um amigo de lista citou a felicidade de ter voltado ao trabalho depois da folga forçada, pois percebeu que as coisas estão voltando ao normal em Itajaí. Estamos na segurança de nossas casas e apesar da rua ter enchido, ter ficado ensopada em menos de 5 minutos lá for...

"Ensaio sobre a cegueira"

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Fui assistir "Ensaio sobre a cegueira" com um grande amigo. Talvez o único na cidade que tivesse paciência prá assitir um filme cabeça... E então... fomos. Corro o risco de parecer redundante, afinal, a essa altura do campeonato, devem ter milhares de sites com críticas sobre o filme, mas ainda assim, vou dizer o que penso. Para começar, a minha visão vai ser de uma pessoa que não leu o livro inteiro (o que pretendo corrigir logo). Eu o achei muito pesado, denso e na época, lutava contra o câncer e não estava no melhor momento para lê-lo. O próprio Saramago sempre disse que o livro é violento e falava sobre a degradação social. Fiquei pensando que palavra usaria para descrever o filme, mas não consegui focar numa só. Tensão, Ansiedade, Angústia, Choque, Impressionante, Perturbador, Inesquecível. O filme é uma porrada. Sabe aquela sensação de que você precisa mudar algo? Não mudar sua atitude, mas talvez sua visão do mundo. Ele é opressor, escuro e as trevas assustam e intimid...

Obama, a esperança de um povo

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Há dias ouvimos muito falar sobre as eleições nos EUA. E aí, o que isso tem a ver conosco? Afinal, apesar de estarmos no mesmo continente, pouco temos em comum com eles... Mas aí, chegmos a conclusão que tudo que acontece por lá, afeta efetivamente cada um de nós brasileiros. Cada suiço, cada africano, australiano, chinês, espanhol, afegão, francês.... Citaria todas as nacionalidades, porém certamente não lembraria de todas e nem caberia aqui. Mas o que é interessante nessa história toda, é que o mundo todo ficou em suspenso. O mundo todo preocupado em quem o povo estaduniense elegeria depois da trágica ascenção do Bush. No fundo, estamos preocupados. Ser presidente dos EUA é um cargo de peso no nosso planeta. E o mundo inteiro deposita no Obama esperanças de mudanças. Esperanças de que ele mude o mundo de que ele, como contestador e escolhido, quase um Messias, em seu discurso quase religioso, traga igualdade, resolva os problemas econômicos, traga paz, ratifique problemas ambientais....

Começo

Hoje eu parei para pensar no que eu tenho feito da minha vida. Lembrei até de uma crônica que mostrava uma entrevista entre um garoto e um homem. E na entrevista, ele perguntava se o homem se sentia realizado. O que é estar realizada? Ter casa própria? Carro? Bom emprego? Família? Eu já tive quase tudo isso. E nem por isso me senti realizada. O problema é que estamos sempre insatisfeitos. Ouvi dizer que o que nos faz feliz é a ansiedade pelas conquistas. Eu sempre quis ter um home-theater. Comprei e.... Nem assisto tantos filmes como antes.... Queria um video-game... Comprei um e depois de duas semanas, enjoei... Queria ter um volante de carro para jogar Need for Speed e conto nos dedos as vezes que joguei... E me pergunto, será que nunca estou feliz e satisfeita? Os momentos em que eu mais quis, planejei e trabalhei pelos itens desejados, foram os mais felizes. Já depois de tê-los... bem... Ok... Eu queria... mas e só. Não tive a explosão de felicidade por ter. Estamos sempre querendo...